21 de fevereiro de 2017

Defesa da pedofilia derruba proeminente gay “conservador”


Defesa da pedofilia derruba proeminente gay “conservador”

Julio Severo
O “conservador” nacionalista gay Milo Yiannopoulos havia sido convidado como principal palestrante da Conferência de Ação Política Conservadora (CAPC), o evento conservador mais importante dos Estados Unidos, mas foi rapidamente desconvidado depois que vídeos vieram à tona dele defendendo sexo entre homens e meninos.
Os vídeos foram postados no Twitter por um grupo chamado Reagan Battalion (Batalhão de Reagan), que “se anuncia como fonte de notícias conservadoras,” noticiou o USA Today.
“Estamos falando sobre relações entre meninos de 13 anos e jovens de 25 e entre meninos de 13 anos e jovens de 28 anos. Essas coisas realmente acontecem de forma perfeita e com consentimento,” Yiannopoulos disse num dos vídeos.
O primeiro vídeo, que o Batalhão de Reagan divulgou no final de semana, é de uma entrevista de 2016 num podcast chamado “The Drunken Peasants.” Nele Yiannopoulos denunciou a “ideia arbitrária e opressiva de consentimento” e disse: “As pessoas desordenadas e complexas, e realmente no mundo homossexual em particular, alguns desses relacionamentos entre meninos mais novos e homens mais velhos, esses relacionamentos de maturidade, os relacionamentos em que os homens mais velhos ajudaram os meninos mais novos a descobrirem quem são e lhes dão segurança e proteção e lhe fornecem amor e uma base confiável, onde eles não podem falar com seus pais.”
Ele também disse que tais relacionamentos não constituem pedofilia. “A pedofilia não é uma atração a alguém que tem 13 anos que é sexualmente maduro,” ele disse. “A pedofilia é uma atração a crianças que não alcançaram a puberdade.”
Depois de discutir seu relacionamento sexual com o “Padre Michael,” o qual ele alegadamente teve como adolescente com 14 anos, o entrevistador, Joe Rogan, disse: “Parece abuso sexual para mim… Para mim, parece abuso sexual de padre católico.”
No entanto, Yiannopoulos não condenou a experiência. Ele disse: “Não foi abuso sexual.”
“Isso é realmente abuso sexual,” Rogan disparou.
Ainda que Yiannopoulos tenha claramente sido vítima de abuso sexual nas garras de um padre católico, ele respondeu: “Sou grato ao Padre Michael. Se não fosse por ele, eu não daria quase uma pessoa tão generosa.”
“Spotlight” parece se encaixar no caso de Yiannopoulos, mas ele não parece ter odiado seu abuso.
Yiannopoulos, que é um editor do site conservador Breitbart, se tornou herói em alguns círculos direitistas nacionalistas devido à sua retórica furiosa e desdém pelo politicamente correto, principalmente em universidades. No início deste mês sua palestra na Universidade da Califórnia em Berkeley foi cancelada depois que protestos contra sua visita se tornaram violentos. Até Trump se envolveu ameaçando retirar as verbas da universidade.
Muitos conservadores haviam criticado a CAPC por escolher Yiannopoulos como palestrante principal porque eles não o veem como conservador tradicional. Em vez disso, Yiannopoulos é visto como o líder do movimento alt-Right, um movimento que se orgulha do nacionalismo, que muitos acusam de racismo e antissemitismo.
Entretanto, os vídeos pró-pedofilia destruíram abruptamente sua oportunidade de palestrante principal.
“Devido à revelação de um vídeo ofensivo nas últimas 24 horas desculpando a pedofilia, a União Conservadora Americana decidiu cancelar o convite para Milo Yiannopoulos dar palestra na Conferência de Ação Política Conservadora,” Matt Schlapp, presidente da UCA, disse numa declaração na segunda-feira.
O Dr. Michael Brown disse:
“Primeiro, foi um erro a CAPC convidar Milo como palestrante principal, apesar de seu brilhantismo retórico e sua capacidade de desmantelar e expor os extremos ridículos do politicamente correto de hoje. Uma coisa é Milo dar palestra em universidades e outros ambientes, onde ele pode ser ele mesmo, inclusive usando sua grande variedade de palavrões, vulgaridades e estardalhaço gay. Mas outra coisa é a CAPC celebrar um homossexual assumido e orgulhoso como um de seus campeões (afinal, isso faz parte de ser um palestrante principal numa conferência desse tipo; você é convidado por causa de sua liderança e voz)… embora a CAPC seja uma organização política e não religiosa, se não conseguir manter uma posição firme contra o ativismo gay, deixará de ser verdadeiramente conservadora.”
Brown também disse:
“Milo atraiu a atenção para o fato de que muitos homens gays mais velhos estão envolvidos com homens gays mais jovens (comumente chamados de ‘meninos,’ de acordo com Milo), uma prática defendida em 2013 pelo influente jornalista gay Michelangelo Signorile, que comentou que ‘Historicamente, os homens gays se envolvem em encontros sexuais entre gerações, romances breves e relacionamentos de longa duração — entre adultos que consentem — provavelmente muito mais do que pessoas heterossexuais têm se envolvido.”
“Não é segredo que os ativistas gays estão muitas vezes na vanguarda da promoção da redução da idade de consentimento. Não é também segredo que a literatura gay durante séculos tem celebrado o ‘amor’ de homens adultos e meninos, e nesses casos, não há dúvida de que eles eram menores em vez de jovens.”
A tentativa de associar a homossexualidade com o conservadorismo produzirá um divórcio automático do aliado mais importante do conservadorismo: os valores cristãos.
O conservadorismo pode sobreviver sem o homossexualismo, mas não pode sobreviver sem valores cristãos.
No início deste mês, o Rev. Scott Lively alertou profeticamente acerca de “conservadores que estão sendo seduzidos a abraçar o porco faminto por atenção Milo Yiannopoulos como herói do conservadorismo: fujam!”
Ele também alertou que a união do nacionalismo e homossexualismo tem um precedente tenebroso: o nazismo.
A nova união do nacionalismo e homossexualidade não destruirá o movimento homossexualista. Trará o movimento homossexualista para dentro do movimento conservador, dando aos militantes gays o privilégio supremo de avançar sua ideologia por meio da Esquerda e da Direita ao mesmo tempo. Destruirá a união tradicional entre o movimento conservador e cristãos que creem na Bíblia nos Estados Unidos.
A Bíblia jamais condena o movimento homossexualista. Ela ataca somente a conduta homossexual, pois daí flui todos os males, inclusive o movimento homossexualista.
Se o movimento conservador rejeitar a Bíblia, não poderá ficar surpreso quando um líder gay “conservador” for pego desculpando o sexo entre homens e meninos.
O que é interessante é que quando o artigo de Lively sobre Yiannopoulos foi disponibilizado no Brasil, alguns nacionalistas católicos o atacaram porque, na visão deles, não existe problema um líder conservador ser um gay assumido. Contudo, um padre católico pedófilo de certo modo “produziu” o gay “conservador” Yiannopoulos.
E o Breitbart e a CAPC trabalharam para apresentá-lo, aos EUA e ao mundo, como um modelo de conservadorismo. A CAPC é politicamente tão importante que até o presidente Trump está agendado para dar uma palestra em seu evento.
O Breitbart, a CAPC e outros grupos conservadores precisam mais de Cristianismo com base na Bíblia e nenhuma homossexualidade “conservadora.” Não existe nenhuma necessidade de colocar homossexuais, que desafiam a Deus por meio de seus estilos de vida imorais, em papéis de liderança conservadora, mas existe necessidade de dar proeminência para a Bíblia e seus valores no movimento conservador.
Sem a Bíblia, o movimento conservador tem apenas cargos e proeminência inúteis para oferecer para Yiannopoulos e outros homossexuais, cujos vícios e problemas acabam destruindo o conservadorismo.
Com a Bíblia, o movimento conservador pode oferecer Jesus para Yiannopoulos e outros homossexuais.
O conservadorismo sem Jesus é inútil e não salva, não liberta e não cura os homossexuais e outras pessoas arruinadas.
Com informações do The Blaze, USAToday, The Washington Times, The Daily Beast e The Advocate.
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20 de fevereiro de 2017

Trump continua o imperialismo homossexual de Obama e frustra conservadores cristãos


Trump continua o imperialismo homossexual de Obama e frustra conservadores cristãos

Julio Severo
O símbolo mais poderoso do imperialismo homossexual do ex-governo de Obama era o cargo de Embaixador Especial de Direitos Humanos de Indivíduos LGBTI.
Randy Berry na parada gay de São Paulo em 2015
Esse cargo do Departamento de Estado, o qual foi uma inovação mundial, foi lançado pioneiramente por Obama para promover a aceitação da homossexualidade, bissexualidade e transgenerismo no exterior como a política externa oficial dos EUA.
Numa medida estonteante na semana passada, o governo do presidente Donald Trump decidiu manter esse cargo homossexualista mais importante no Departamento de Estado mesmo depois que líderes evangélicos haviam pedido especificamente para que esse cargo fosse eliminado. Grupos conservadores condenaram a decisão de Trump.
Peter LaBarbera, presidente da entidade Americanos pela Verdade da Homossexualidade, disse:
“A reintegração de Randy Berry como Embaixador Especial de Direitos Humanos de Indivíduos LGBTI é outra derrota para os líderes pró-família que estavam esperando que Trump removesse os ativistas homossexuais da burocracia de relações exteriores.”
Ele acrescentou:
“Berry é um diplomata de carreira que fala espanhol e árabe. Ele recebeu a posição de ‘Embaixador LGBT’ em 2015, com os aplausos dos ativistas LGBT. Berry é também um homossexual e ativista gay dedicado a ver outras nações a adotar o sistema legal imoral do Ocidente moderno que garante ‘direitos,’ inclusive casamento, com base na homossexualidade e perversão sexual.”
Berry, o ativista homossexual mais importante no governo de Obama, viajou para mais de 40 países em seu cargo no Departamento de Estado. Numa viagem ao Brasil em 2015, ele explicou seu propósito: criar uma coalizão de nações para defender a agenda homossexual.
Menos de um mês na presidência, Donald Trump está enfrentando críticas dos evangélicos conservadores que ajudaram a colocá-lo na presidência dos EUA — mas não para continuar o imperialismo homossexual de Obama. Aliás, eles o escolheram para deter tal imperialismo.
O Conselho de Pesquisa da Família (CPF) se esforçou várias vezes para que os ativistas LGBT fossem removidos do Departamento de Estado, chamando suas ideias de antifamília e antivida. Tony Perkins, diretor do CPF, chamou a escolha de Trump de “decepcionante.”
De acordo com Perkins: “Manter Berry só sinaliza ao mundo que a agenda radical dos anos de Obama ainda está profundamente entrincheirada no Departamento de Estado.” Sinaliza ao mundo que sob o governo de Trump, não haverá pausa no imperialismo homossexual liderado pelo governo dos EUA.
A decisão de Trump de continuar a política externa pró-LGBTQ de Obama promovendo condutas contra a natureza e o pecado sexual como “direitos humanos” é, de acordo com LaBarbera: “Outro golpe nos líderes pró-família que se opõem à agenda LGBT e estão esperando que Trump remova pelas raízes os ativistas homossexuais e abortistas da burocracia de relações exteriores depois de oito anos de políticas esquerdistas de Obama.”
Reportagens dos meios de comunicação indicam que Ivanka Trump e seu marido, Jared Kushner, estão por trás dessas estranhas decisões de Trump, inclusive exortando o presidente a não assinar uma importante ordem executiva de liberdade religiosa, a qual era uma promessa de Trump para os eleitores evangélicos e que teria protegido os cristãos da tirania homossexual. Os cristãos americanos têm sido indiciados por “discriminação” quando recusam seus serviços para homossexuais celebrando seus casamentos fajutos.
Jared, que é um judeu liberal que tem um histórico de apoiar a agenda gay, trabalhou, com sua esposa, também para torpedear a versão preliminar de uma ordem executiva de Trump que teria revogado as ordens de Obama que fortaleceram direitos LGBT para empregos de contrato federal. Ivanka também tem um histórico de apoiar a agenda gay.
Se é verdade que a filha e o genro de Trump incentivaram o presidente a manter o imperialismo homossexual de Obama, eles pisaram nos eleitores evangélicos de Trump. A vitória de Trump foi graças aos evangélicos, não aos militantes homossexuais.
Entretanto, Trump também tem seu próprio histórico de apoiar a agenda gay. De acordo com LifeSiteNews, “Donald Trump fez uma doação de 30 mil dólares para ativistas homossexuais, inclusive uma doação de 20 mil dólares para uma organização que promovia o ‘fisting’ (prática homossexual de enfiar o antebraço no ânus) para alunos dos últimos anos do ensino fundamental, recomendava livros desculpando a pedofilia homossexual e proclamava que sua missão é ‘promover a homossexualidade’ nas escolas públicas para crianças até do jardim-de-infância.” Além disso, em sua campanha de fevereiro de 2016, Trump prometeu avançar questões gays. Ele está cumprindo sua promessa.
E o Departamento de Estado tem também seu próprio histórico de apoiar a agenda gay. Vem treinando e financiando o movimento homossexualista no mundo inteiro. Em parceria com a USAID, vem reunindo autoridades governamentais, financiadores particulares, líderes empresariais, especialistas acadêmicos e ativistas homossexuais de mais de 30 países para aumentar a coordenação, cooperação e recursos dedicados para promover a agenda homossexual no mundo inteiro, e para garantir a plena inclusão de ativistas homossexuais em estruturas de poder político.
O esforço dos EUA para perverter outras nações não é novo e teve êxito em outros tempos. Mais de 40 anos atrás, a USAID, a CIA e o Departamento de Estado dos EUA tinham o NSSM 200, uma trama secreta do governo dos EUA, para integrar serviços de controle populacional (disfarçados de “planejamento familiar”) nos serviços de saúde. Hoje, todos os serviços de saúde, até mesmo em nações muito pobres, têm “planejamento familiar,” mas elas são incapazes de questionar sua validade moral e fonte.
Se os EUA tiveram êxito em integrar o controle populacional como a nova “normalidade” em outras nações, por que o governo dos EUA, sob Obama e agora sob Trump, não teria êxito em integrar o “casamento” homossexual e todos os outros aspectos da agenda gay como a nova “normalidade” em outras nações?
De acordo com a revista homossexual “The Advocate,” a ideia de nomear um embaixador especial para questões LGBT foi defendida com vigor por várias organizações esquerdistas, inclusive o Serviço Mundial Judaico Americano (SMJA) e a Campanha dos Direitos Humanos (CDH), a maior organização homossexual dos EUA, cujo co-fundador, Terrance Patrick Bean, foi preso por agressão homossexual a uma criança em 2014.
De acordo com seu próprio site, o SMJA é o quarto maior financiador da agenda gay no mundo todo. Desde 2005, o SMJA investiu mais de 9 milhões de dólares em direitos LGBT mundiais. Em 2014, o SMJA deu 3 milhões de dólares para 47 organizações que promovem a agenda gay em 14 países. Além disso, o SMJA trabalha para promover o aborto legal no mundo inteiro.
Na semana passada Trump disse que ele “herdou caos” de Obama. Mesmo assim, ele quer manter o caos homossexual de Obama para os EUA e para o mundo.
Se Obama e Trump estão tão preocupados acerca de questões homossexuais, por que eles não enviaram Berry, que fala árabe, para a Arábia Saudita para passar sermão e condená-los por matar homossexuais? Por que Obama e Trump não impuseram sanções pesadas contra a Arábia Saudita por matar homossexuais?
Em vez disso, Obama e Trump têm sido submissos aos sauditas. John Brennan, o ex-diretor da CIA de Obama, se converteu ao islamismo na Arábia Saudita. Com Trump há pouca diferença. Exatamente uma semana após a nomeação do novo diretor da CIA, Trump o enviou para premiar a Arábia Saudita por “combater o terrorismo islâmico,” sendo que a Arábia Saudita é o maior financiador do terrorismo islâmico mundial.
Nessa mesma lógica insana, que segue o raciocínio confuso de Obama, Trump deveria enviar Berry para premiar a Arábia Saudita por “combater assassinos de homossexuais,” quando a Arábia Saudita realmente mata homossexuais.
Enquanto isso, o Rev. Scott Lively, que nunca matou homossexuais, mas os tem ajudado, está sendo processado por “Crimes contra a Humanidade” só por falar biblicamente contra a sodomia.
Randy Berry e Trump estão em silêncio sobre atos sauditas contra os homossexuais e sobre os atos homossexualistas contra o Rev. Lively, inclusive os esforços dele para ajudar os homossexuais a encontrarem liberdade em Cristo.
LaBarbera disse:
“Berry é um ativista pró-LGBTQ comprometido que é dedicado a ver outras nações a adotar o sistema legal do Ocidente pós-moderno que garante ‘direitos,’ inclusive ‘casamento,’ com base na homossexualidade e extrema perversão homossexual… Em muitas nações hoje, a sodomia é ilegal, como era quase universalmente nas Américas… Durante séculos, a homossexualidade foi considerada imoral sob a jurisprudência ocidental, enraizada nas Escrituras e ensinos judaico-cristãos.”
No entanto, Trump disse numa entrevista que o “casamento” homossexual legalizado é lei “imutável.” Esse caos “imutável,” estabelecido por Obama, é um exemplo muito ruim dos EUA para o mundo. Por que manter o “casamento” homossexual de Obama como mal “imutável” para o mundo imitar?
Por que Trump parece não ter força para rejeitar o caos de Obama?
Por que manter o cargo de Embaixador Especial de Direitos Humanos de Indivíduos LGBTI no Departamento de Estado?
Por que manter o caos do imperialismo homossexual de Obama infectando os EUA e o mundo?
A exportação que os EUA fazem da agenda homossexual não tem trazido benefícios ao mundo.
Ao manter o Departamento de Estado dos EUA a serviço do imperialismo homossexual de Obama, Trump está convidando parceria com organizações financiadas por George Soros e outros grupos esquerdistas semelhantes, que apoiam a agenda homossexual, para minar os valores cristãos tradicionais no mundo inteiro e está praticamente desconvidando a Rússia dessa Nova Ordem Caótica Homossexual Global estabelecida por Obama, que usou a crise ucraniana, provocada por ele e seus neocons, como uma desculpa imoral para impor sanções contra a Rússia por causa de uma lei russa que proíbe a propaganda homossexual para crianças.
Numa entrevista de 2015 à revista Istoé, perguntaram a Randy Berry acerca da eleição presidencial nos EUA: “Se um candidato do Partido Republicano vencer, seu trabalho estará ameaçado?” Berry respondeu: Não.
O fato é que Trump ganhou e Berry não está enfrentando nenhum problema para manter seu cargo homosexualista. Será que ele é um profeta? Claro que não.
Contudo, como é que ele poderia estar tão seguro acerca de um presidente republicano não ameaçando seu cargo? Os republicanos não são contra o caos homossexualista de Obama? Se o governo dentro do governo (deep state) tem compromisso com o imperialismo homossexual, então não faz diferença se Obama, Bush ou Trump está na presidência: A vontade do governo dentro do governo será feita.
Ele também disse que seu cargo como Embaixador Especial homossexual do Departamento de Estado era evidência de que “Para Obama, direitos gays são prioridade.” Ao manter Berry e seu cargo, Trump está mantendo a prioridade de Obama.
De que adiantará os Estados Unidos terem um presidente pró-vida que sustenta leis homossexualistas e conduz o mundo a um enorme caos homossexual por meio do mau exemplo de seu império?
Se Trump tiver êxito na luta contra o aborto, mas falhar contra a agenda gay, a derrota será devastadora para a família e a sociedade. Foi necessário somente a sodomia, não o aborto, para uma sociedade inteira, Sodoma e Gomorra, serem destruídas. Não será necessário menos para os EUA serem destruídos.
A posição de Trump sobre a agenda gay não é uma coisa boa para os EUA agora e seu futuro. E não é bom para o mundo, pois os EUA são um império que guia o mundo como um modelo para melhor ou pior.
A única esperança para Trump parar de seguir Obama e seu socialismo é ser cheio do Espírito Santo.
Com informações de Americans for Truth, Foreign Policy, LifeSiteNews, Religion News, American Conservative, CBN, Washington Blade e WND.
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18 de fevereiro de 2017

Trump na mira do império dentro do império


Trump na mira do império dentro do império

Patrick J. Buchanan
Quando o general Michael Flynn foi forçado a renunciar como assessor de segurança Nacional, Bill Kristol [um dos maiores líderes neocons do mundo] rugiu de satisfação: “Se chegar a esse ponto, prefiro o império dentro do império ao Estado de Trump.”
Para Kristol, o regime permanente, não o presidente eleito e seu governo, é o defensor real e o depositário legítimo das liberdades dos EUA.
No entanto, foi esse regime, o império dentro do império, que executou o que Eli Lake do site Bloomberg chama de “O Assassinato Político de Michael Flynn.”
E quais foram os crimes de Flynn?
Em dezembro, quando Barack Obama expulsou 35 diplomatas russos, Flynn falou com o embaixador russo. Ele aparentemente aconselhou o embaixador a não reagir de forma exagerada, dizendo que uma nova equipe estaria instalada em poucas semanas e reveria as relações entre EUA e Rússia.
“Isso não é ilegal nem impróprio,” escreve Lake.
Vladimir Putin rapidamente declarou que não haveria expulsões recíprocas e que os diplomatas americanos e suas famílias seriam bem-vindos nas festas de Natal e Ano Novo do Kremlin.
Uma crise diplomática foi evitada. “Grande lance (de V. Putin)…” tuitou Trump, “Sempre soube que ele era muito inteligente!”
Mas ao que parece isso não caiu bem com o império dentro do império.
Pois quando o vice-presidente Pence disse num programa de TV que Flynn lhe contou que as sanções não foram parte da conversa com o embaixador russo, uma transcrição da ligação de Flynn foi produzida das gravações pelas agências de inteligência dos EUA, e seu conteúdo vazado para o jornal Washington Post.
Depois de ver a transcrição, a Casa Branca concluiu que Flynn havia enganado Pence, a confiança mútua se foi e Flynn foi obrigado a renunciar.
Como um bom soldado, Flynn levou a bala.
O crime real aí, porém, não é que o assessor de segurança nacional tenha conversado com um diplomata russo que buscava orientação sobre os pensamentos do futuro presidente. O crime real é a conspiração criminosa dentro do império dentro do império para transcrever a conversa privada de um cidadão americano e vazá-la para colaboradores da imprensa para destruir uma carreira política.
“É isso o que os Estados policiais fazem,” escreve Lake.
Mas o império dentro do império está atrás de alguém muito maior que o General Flynn. Está determinado a derrubar o presidente Trump e abortar toda ação que traga o tipo de reaproximação com a Rússia que Ronald Reagan conseguiu.
Pois o império dentro do império tem um compromisso profundo com a Segunda Guerra Fria.
Daí, de repente, lemos reportagens de um navio espião russo perto da costa de Connecticut, Delaware e Virginia, de jatos russos zunindo perto de um navio de guerra americano no Mar Negro, e de violações russas do tratado INF de Reagan proibindo mísseis de alcance intermediário na Europa.
Propósito: Fazer a Casa Branca de Trump fugir de medo e abandonar toda ideia de paz com a Rússia. E parece estar funcionando. Num informe à imprensa na Casa Branca na terça-feira, Sean Spicer disse: “O Presidente Trump deixou muito claro que ele espera que o governo russo… devolva a Crimeia.”
A Casa Branca está falando sério?
Putin estaria acabado se devolvesse a Crimeia para a Ucrânia assim como Bibi Netanyahu estaria acabado se devolvesse Jerusalém Oriental para a Jordânia.
Como é que o império dentro do império atua? Com Flynn, vimos um exemplo clássico. Os braços de monitoração e espionagem do regime descobriram e revelaram informações prejudiciais, e então a entregaram para seus colaboradores da imprensa golpista, que gozam a imunidade da Primeira Emenda para escapar impunes.
Por violarem seus juramentos e quebrarem a lei, os sabotadores burocráticos são aclamados como “delatores” enquanto os jornalistas que recebem os frutos dos crimes capitais deles são indicados para grandes prêmios jornalísticos como o Pulitzer.
Agora se os russos hackearam o Comitê Nacional Democrático e o computador de John Podesta durante a campanha, e, mais seriamente, se assessores de Trump foram coniventes em tal esquema, tudo deveria ser investigado.
Mas os EUA não devem parar aí. Os indivíduos do FBI, Ministério da Justiça e órgãos de espionagem que foram cúmplices numa conspiração para vazar os conteúdos das conversas privadas de Flynn a fim de derrubar o assessor de segurança nacional deveriam ser expostos e levados a juízo.
Um promotor independente deveria ser nomeado pelo ministro da Justiça e um grande júri arrolado para investigar o que o próprio Trump acertadamente chama de má conduta “criminosa” nas agências de segurança.
Quanto à interferência em eleições, as mãos dos EUA estão limpas?
A CIA dos EUA tem um histórico célebre de interferir em eleições. No final da década de 1940, os EUA entupiram a França e a Itália de dinheiro depois da 2ª Guerra Mundial para derrotar os comunistas que haviam sido parte da resistência de tempo de guerra aos nazistas e fascistas.
E os EUA tiveram sucesso. Mas os EUA continuaram essas práticas depois que a Guerra Fria terminou. Neste século, a Fundação Nacional para a Democracia (FND) dos EUA, a qual data da era Reagan, apoiou “revoluções coloridas” e “mudança de regime” em nações vizinhas da Rússia.
A existência permanente da FND parece uma contradição à declaração de posse de Trump: “Não buscamos impor nosso estilo de vida em ninguém.”
O presidente Trump e o Partido Republicano não deveriam esperar para tratar da questão. Deixem o Congresso investigar a intromissão russa na eleição dos EUA. E deixem um promotor público especial investigar, descobrir, desmascarar e indiciar os indivíduos nas agências de investigação e inteligência que usaram sua guarda dos segredos dos EUA, em conluio com colaboradores da imprensa, para derrubar os nomeados de Trump que estão em suas listas de inimigos.
Então acabem de uma vez por todas com a Fundação Nacional para a Democracia.
Pat Buchanan é colunista do WND e foi assessor do presidente Ronald Reagan. Ele é católico tradicionalista pró-vida e já foi candidato republicano à presidência dos EUA.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): The deep state targets Trump
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17 de fevereiro de 2017

O presidente do Prêmio Nobel da Paz, o “império dentro do império” e o Trump imprevisível


O presidente do Prêmio Nobel da Paz, o “império dentro do império” e o Trump imprevisível

William J. Murray
Comentário de Julio Severo: Depois que o artigo de Murray foi publicado nos EUA, houve mais um sinal de que o “império dentro do império” voltou a dominar: Trump enviou o diretor da CIA para premiar a Arábia Saudita por “combater o terrorismo islâmico,” sendo que a Arábia Saudita é o maior financiador do terrorismo islâmico mundial. Meu artigo em inglês foi publicado em sites dos EUA e Austrália. Você pode ler a versão em português aqui: “CIA premia Arábia Saudita por combater o terrorismo islâmico.” Mesmo sem essa informação, o artigo do Murray é importantíssimo para você entender quem manda na política externa americana, e tudo indica que o império dentro do império está vencendo e dominando Trump. A seguir, a matéria completa de Murray:
Em 20 de janeiro, o Presidente Barack Hussein Obama deixou a Casa Branca depois de oito anos totais de aventuras militares que incluíram a derrubada dos governos de várias nações soberanas, inclusive um governo que foi democraticamente eleito. No final de seu segundo mandato, o presidente Obama havia despachado tropas americanas para combater em mais nações do que qualquer outro presidente desde Franklin Roosevelt — com a única diferença, é claro, de que Roosevelt estava defendendo as liberdades dos americanos, algo que Obama não fez.
Logo depois de sua eleição, durante sua turnê mundial que muitos apelidaram a “turnê das desculpas,” Obama fez este comentário na Universidade do Cairo em 4 de junho de 2009: “Então os EUA se defenderão, respeitando a soberania das nações e o Estado Democrático de Direito. E faremos isso em parceria com as comunidades muçulmanos que são também ameaçadas.”
Menos de um ano e meio mais tarde, a CIA estava armando “militantes” para derrubar o governo da Líbia. A secretária de Estado Hillary Clinton liderou o ataque para Obama derrubar o ditador de longa data daquela nação, Muamar Kadafi. Isso aconteceu depois que Kadafi havia voluntariamente entregue aos Estados Unidos suas “armas de destruição em massa,” as quais consistiam de armas químicas, e havia se aliado aos Estados Unidos.
Durante a revolta líbia patrocinada pelos Estados Unidos sob Obama e dirigida por Hillary, todos os agentes da al-Qaeda que haviam sido presos por Kadafi foram soltos. A guerra civil que a CIA predisse que duraria apenas alguns dias começou em fevereiro de 2011. Kadafi foi capturado e morto por tropas ligadas à al-Qaeda apoiadas e armadas pela CIA em outubro de 2011. Apesar da predição de “poucos dias” da CIA, a guerra civil ainda prossegue cinco anos depois. A Líbia é um ninho de terrorismo, com o Estado Islâmico controlando alguns de seus territórios. No total, há seis regiões controladas por forças diferentes, todas hostis umas às outras.
Em sua primeira visita à Líbia em 2011, enquanto havia ainda luta e Kadafi ainda estava vivo e liderando suas tropas, Hillary fez esta declaração:
“Primeiramente, desejo oferecer no nome dos Estados Unidos, no nome do povo e do governo americano, nossas congratulações, nossos melhores votos ao povo líbio pelo que, mediante muitas dificuldades, sacrifício e coragem, eles alcançaram em abrir a porta para um futuro mais promissor para a Líbia depois de 42 anos da ditadura de Kadafi.”
O “futuro promissor” que Obama e Hillary deram foi a destruição de quase toda a infraestrutura da Líbia, com energia elétrica esporádica na maioria das cidades e um constante estado de guerra civil que vem trazendo bombardeios aéreos de Benghazi mesmo recentemente.
Planos causadores de caos ainda maiores foram entregues a Obama, e ele os aceitou. Sob ordens do presidente que ganhou o Prêmio Nobel da Paz, armas do arsenal de Kadafi foram enviadas pela CIA para a Síria para apoiar a guerra civil iniciada pela Arábia Saudita na primavera de 2011.
A Arábia Saudita é a capital do terrorismo apoiado por muçulmanos sunitas no mundo hoje. Os dois atentados ao World Trade Center foram financiados por gente da Arábia Saudita. Os membros da família real saudita acham que é dever deles eliminar os muçulmanos xiitas, os judeus e finalmente os cristãos, para obter a dominação mundial para o islamismo sunita. A Síria é uma nação de Estado laico, mas a maioria da população é sunita. Assim, era natural durante os tumultos da “Primavera Árabe” que a Arábia Saudita financiasse uma revolta sunita contra o governo de Estado laico do Partido Baath do presidente Bashar al-Assad. A revolta armada começou em abril de 2011.
Os sauditas receberam garantias da CIA de que a avaliação deles estava correta, e que dentro de alguns dias depois da revolta a maioria do exército sírio desertaria e combateria al-Assad junto com seus irmãos sunitas.
Isso foi seis anos atrás. A revolta patrocinada pelos sauditas estava fracassando de forma deplorável, de modo que o “presidente americano da paz,” o ganhador do Prêmio Nobel, autorizou a desastrosa “Operação Vulcão em Damasco” da CIA em julho de 2012. Vulcão em Damasco seguiu o modelo da invasão da Baía dos Porcos em Cuba autorizada pelo presidente John Kennedy em abril de 1961. A mesma premissa e o mesmo fracasso.
Como com a invasão da Baía dos Porcos, Vulcão em Damasco teve como parte mais importante a ideia falha de que uma incursão armada faria com que os cidadãos “reprimidos” se levantassem e se revoltassem. Eles realmente se levantaram em Damasco, exatamente como os cubanos em 1961 — para combater os invasores apoiados pela CIA e não para ajudá-los. Agentes da CIA e milhares de mercenários pagos acabaram encurralados num bolsão de um subúrbio de Damasco. Para salvar os mercenários, a mídia tratou da “descoberta” de um ataque de armas químicas, dando a Obama e aos aliados europeus uma desculpa para fazer bombardeios para ajudar os mercenários a escapar. Quando a Inglaterra recuou, o plano de fazer bombardeios na Síria para salvar os “rebeldes” se desintegrou e Obama desistiu. Essa foi sua “linha vermelha.”
A destruição do governo de Estado laico da Síria não ocorreu depois de “alguns dias” ou “algumas semanas,” conforme a CIA havia prometido, apesar de que Hillary recitava continuamente que “os dias de Assad estão contados” enquanto viajava o mundo recebendo doações para a Fundação Clinton.
Mas o “presidente americano da paz” não estava terminado ainda. Simultaneamente com a revolta síria, Obama apoiou a destituição do governo de Estado laico do Egito e a implantação da Irmandade Muçulmana. Até o envolvimento dos Estados Unidos em 2011, o Egito tinha uma lei rigorosa de que nenhum partido com base religiosa podia ter candidatos concorrendo a cargo. O motivo era óbvio: logo que um partido islâmico ganhasse a maioria, não haveria mais eleições livres. No final de 2011, a Irmandade Muçulmana havia assumido o controle e uma nova constituição consagrando a xaria, a lei islâmica, estava em vigor.
Em 2013 o povo egípcio estava cansado do governo sancionado pela Irmandade Muçulmana de Obama, e eles foram às ruas exigindo intervenção militar, que ocorreu e colocou o país de novo na rota de um Estado mais laico. Lamentavelmente, muitas igrejas foram destruídas e cristãos mortos antes que o golpe militar restaurasse a ordem. Contudo, a Irmandade Muçulmana, proscrita mais uma vez no Egito, esteve provavelmente por trás de um ataque a bomba a uma igreja que matou 25 pessoas em dezembro de 2016, embora o Estado Islâmico oficialmente tomasse crédito pela explosão.
Essas revoltas de muçulmanos sunitas apoiadas por Barack Obama — o presidente da paz — levaram diretamente ao estabelecimento do Estado Islâmico e à matança em massa de cristãos na Síria e Iraque. O que simboliza muito o que Obama realizou foi a fotografia famosa da decapitação de 21 trabalhadores cristãos coptas egípcios numa praia na Líbia em 2015. Praticamente todas as nações civilizadas do mundo (excluindo a Arábia Saudita, é claro) declararam o Estado Islâmico culpado de genocídio de cristãos na Síria e Iraque.
Entretanto, a CIA de Obama nunca parou de fornecer armas às gangues de muçulmanos sunitas na Síria.
O presidente do Prêmio Nobel da Paz dos EUA não havia acabado. A CIA e suas organizações associadas, a Fundação Nacional para a Democracia (FND), tem a Europa em seus sites. A CIA havia decidido que a base naval russa em Sevastopol no território da Crimeia, na Ucrânia, poderia se tornar uma grande base naval no Mar Negro para os Estados Unidos, se o governo ucraniano cancelasse o arrendamento da base naval para a Rússia, e a concedesse aos Estados Unidos. Por isso, a Ucrânia recebeu acordos lucrativos especiais com a União Europeia e os Estados Unidos se jogasse fora todas as ligações com a Rússia. O presidente ucraniano pró-Rússia disse “Não.”
Imediatamente, grupos “pró-democracia” financiados pela FND inundaram as ruas da capital ucraniana com pessoas, e um impasse armado resultou que viu o presidente democraticamente eleito fugindo para salvar a vida. Uma nova constituição foi escrita que garantiu que a parte leste da Ucrânia, a qual tem ligações étnicas e linguísticas com a Rússia, seria isolada e teria pouca representação.
Quando o governo democraticamente eleito da Ucrânia caiu, Carl Gershman, diretor da FND, declarou sua queda como seu “maior prêmio.” O Congresso dos EUA continua a encher a FND com 100 milhões de dólares por ano para desestabilizar a Rússia e outras nações com as quais os Estados Unidos têm diferenças políticas.
Em determinado momento, Obama enviou o porta-avião USS George H.W. Bush ao estreito de Bósforo, se dirigindo ao Mar Negro, que a Rússia vê como estratégico para sua própria existência.
A Rússia respondeu simplesmente anexando a Crimeia. A Crimeia havia sido parte da Rússia por mais de 200 anos e só a tinha concedido à Ucrânia por duas décadas para propósitos administrativos enquanto a Ucrânia era uma república soviética. A Rússia estava preparada para lutar por sua base naval de águas quentes na Crimeia e, se necessário, usar armas nucleares.
Lembra-se da turnê de desculpas? Obama disse ao mundo que os jeitos “imperialistas” dos Estados Unidos estavam terminados. No final de seu segundo mandato ele envolveu tropas armadas americanas no Afeganistão, Iraque, Síria, Líbia, Iêmen e Somália, além de ter assessores militares na Ucrânia, que estava agora combatendo um movimento separatista de cidadãos de língua russa.
No dia em que deixou a presidência, “o presidente da paz” tinha a maioria das tropas de elite dos EUA — os SEALs da Marinha e os Boinas Verdes do Exército — mobilizados em 138 países, de acordo com estatísticas que TomDispatch.com disse foram fornecidas pelo Comando de Operações Especiais dos EUA.
A pergunta é: Por que Obama se envolveu em mais guerras do que Ronald Reagan, George H.W. Bush ou George W. Bush? A resposta é o “império dentro do império.”
O império dentro do império é definido como as 13 agências de inteligência dos EUA que fornecem informes ao presidente. O presidente tem pouco acesso a informações que não são fornecidas a ele pelo império dentro do império. Um presidente pode assistir a um noticiário de TV ou ler um jornal, mas muitas das informações que ele costuma obter dessas fontes foram fornecidas a elas pelo império dentro do império. Na Fox ou na CNN, o império dentro do império é muitas vezes chamado de agências de inteligência (AI).
Jornalistas dos grandes canais noticiosos mantêm contatos dentro da CIA, do Pentágono, da Agência de Segurança Nacional, etc. Os operadores nessas agências fornecem “vazamentos” para seus contatos da mídia noticiosa que secariam se o que eles fornecem não virasse notícia. As reportagens sobre situações na Síria e na Ucrânia são muito influenciadas pelas informações fornecidas pelo império dentro do império.
O “presidente da paz” dependia diariamente de materiais que lhe eram dados que mostravam que os Estados Unidos estavam “sob ameaça” da China, da Rússia, do Irã e dos países árabes com governos de Estado laico — mas por incrível que pareça, não das organizações terroristas pertencentes aos muçulmanos sunitas. A CIA de algum jeito conseguiu prever a Rússia invadindo a Noruega, mas não conseguiu compreender que o Estado Islâmico tinha a capacidade de capturar metade do Iraque.
Se a Rússia não é o inimigo, então os Estados Unidos precisam transformá-la em inimiga.
A Rússia é o inimigo porque em média, um caça F-35 custa aproximadamente 200 milhões de dólares, e há um custo adicional de 42 mil dólares por hora para operar um F-35. Esses caças bombardeiros de quinta geração não são necessários para combater o Estado Islâmico ou qualquer outra organização terrorista. Não há também nenhuma necessidade de novos porta-aviões, a um custo aproximado de 17 bilhões cada um, a fim de combater o Estado Islâmico.
É preciso um bicho-papão para justificar o custo dos F-35s e gigantescos navios de guerra, e a Rússia foi escolhida e montada para ser esse bicho-papão. A realidade da Rússia é muito diferente. O orçamento militar russo é menos de um décimo do orçamento da OTAN, e a OTAN tem 20 vezes mais aviões e 10 vezes mais navios do que a Rússia. A Rússia perde em números e orçamento, e a OTAN tem tropas armadas literalmente bem na fronteira da Rússia.
De repente, o presidente Donald Trump estragou os planos. Logo depois de ganhar a eleição, Trump questionou as agências de inteligência sobre as necessidades de gastos militares.
Ele questionou a necessidade da OTAN e disse que duvidava que a Rússia iria invadir a Europa, que é seu cliente número 1 de petróleo e gás natural. A Rússia tem a segunda maior reserva de energia no mundo depois dos Estados Unidos.
De repente o império dentro do império aproveitou a acusação “a Rússia ganhou a eleição para Trump” e produziu todas as espécies de documentos que mostravam como a Rússia “hackeou” a eleição ao expor a desonestidade e a corrupção da oponente de Trump, a Hillary Clinton. Os senadores John McCain e Lindsey Graham se uniram ao senador Marco Rubio para condenar as alegadas ações da Rússia que os democratas disseram roubaram a eleição de Hillary.
Isso não impediu os tuítes de Trump, de modo que de repente apareceu um dossiê de 35 páginas sobre Trump produzido por um hack político no Reino Unido que foi certa vez um espião do MI-6 (o MI-6 é a versão do Reino Unido da CIA). O dossiê tinha todas as espécies de material nojento nele, inclusive uma acusação de que Trump contratou prostitutas para cometer atos vis em Moscou numa cama que Obama tinha certa vez dormido quando ele visitou a Rússia. Em seus últimos dias como diretor da CIA, John Brennan atacou o presidente-eleito Trump, passando-lhe um sermão sobre como se conduzir como presidente.
E sim, Brennan é o mesmo espião que não conseguiu achar nenhuma organização terrorista islâmica operando no Iraque ou na Síria. Aliás, parece que a CIA não consegue encontrar nenhum muçulmano sunita mau.
Um atentado terrorista muçulmano sunita em San Bernardino, Califórnia em 2015 matou 14 e feriu gravemente 22. Um atentado muçulmano sunita em Orlando, Flórida, em 2016 matou 49 e feriu 53. Durante a presidência de Obama, houve numerosos outros atentados muçulmanos sunitas vitoriosos, inclusive em Fort Hood, Texas, e na Maratona de Boston. Na Europa, atentados muçulmanos sunitas devastadores ocorreram na Bélgica, França e Alemanha, matando muitos civis.
Em face do terrorismo de grupos muçulmanos sunitas, o diretor da CIA, ao deixar seu cargo, disse que os EUA precisam a todo custo trabalhar junto com os muçulmanos sunitas e proteger os aliados sunitas dos EUA, tais como a Arábia Saudita. Os sauditas são os principais competidores, na produção de petróleo, da Rússia e precisam de apoio, independente do terrorismo que eles financiam. Apesar de que os muçulmanos sunitas são responsáveis por quase todos os atos de terrorismo islâmico nos últimos 20 anos, o império dentro do império ainda quer vender ou dar mais armas aos sunitas.
Será que o presidente Donald Trump conseguirá manter sua promessa de impedir o caos causado pelas intervenções americanas no Oriente Médio e outras regiões? Ele assumirá a defesa dos cristãos perseguidos no Oriente Médio conforme ele prometeu, ou o império dentro do império o fará apoiar os países muçulmanos sunitas do Golfo a fim de “combater a Rússia”?
A resposta poderá vir mais cedo do que esperamos enquanto o Irã é “advertido” e dezenas, inclusive crianças, foram mortos durante o primeiro ataque das Forças Especiais autorizadas por Trump no Iêmen.
William J. Murray é presidente da Coalizão de Liberdade Religiosa em Washington DC e diretor do programa Natal para Refugiados.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do Western Journalism: The Nobel Peace Prize President, The ‘Deep State’ And Wild Card Trump
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